ooc info: ela/dela +30 (turnos privados apenas com players +21) - plots de interesse: agnst, crack, violence, romance e smut.

MATTHEW NAM

dossier:

origem: coreano, britânico. dob: 12 DE ABRIL DE 1991 sexualidade: heterossexual (bissexual enrustido) ocupação: Proprietário em Krung Thep Nights localização: CANARY WHARF pronomes: ele/dele


headcanons

Comportamento

Gostos & rotina

Social


backstory:

Matthew nunca foi o filho que os pais queriam. Crescer numa família rica de herança dividida entre a Coreia e o Reino Unido significava ter o futuro inteiro desenhado antes mesmo de aprender a andar: terno sob medida, faculdade de ponta e uma cadeira garantida no meio corporativo. O problema é que a convivência em casa sempre foi um inferno justamente porque ele não tinha o menor interesse em nada disso. Quando mandaram o garoto para a University of Westminster, achando que ele finalmente criaria juízo, Matthew aproveitou a primeira brecha de liberdade para fazer o exato oposto. Largava as aulas para se meter na cena underground, trocando os livros de finanças pelo microfone e as cordas da guitarra.

O racha definitivo veio quando ele decidiu provar que conseguia vencer sozinho, longe das asas e do dinheiro da família. Jogou tudo o que tinha no financiamento da própria banda, crente de que daria certo. Não deu. O fracasso foi violento e, no desespero de tentar manter o sonho vivo antes que tudo ruísse de vez, Matthew cometeu o pior erro da sua vida: pegou dinheiro emprestado com a Kkangppae. A banda acabou do mesmo jeito, a falência veio logo em seguida e a dívida com a gangue ficou cravada no nome dele.

O escândalo foi grande demais para a família ignorar. A saída dos pais foi dar um ultimato disfarçado de generosidade: entregaram a ele a titularidade do Krung Thep Nights, no Nexus Soho. Na cabeça deles, colocar o filho para gerenciar o bar era a última cartada para forçá-lo a ter alguma responsabilidade. Para Matthew, porém, aquele lugar é só uma farsa, um lembrete diário do que ele teve que abrir mão. E o pior é que a dívida com a Kkangppae nunca sumiu. Sem grana para quitar o montante, virou uma espécie de moeda de troca para a facção, sendo jogado em lutas clandestinas para amortecer o valor. É por isso que ele vive aparecendo com o rosto marcado, cortes no lábio ou hematomas que tenta disfarçar com uma desculpa qualquer.

Morando em um apartamento em Canary Wharf, ele toca o bar do rooftop com o menor esforço possível. Joga quase todas as obrigações nas costas dos funcionários, o que acaba sendo bom para a equipe, já que ele é zero burocrático e libera todo mundo, desde que a casa não caia. É a coisa mais normal do mundo ver o Matthew chegar no rooftop, sumir por vinte minutos e depois ser encontrado capotado de sono em uma das cabines de karaokê no meio do expediente.

Ele não tá nem aí para as guerras de ego entre os comércios do Soho, mas engole o orgulho porque sabe que se o Nexus falir, os juros da gangue engolem o que sobrou dele. Nas sextas-feiras, ele só quer sumir. Pega uma cerveja e vai perambular pelo Beco das Lanternas, fica olhando os artistas de rua, entra nas filas do District 88 ou torra o resto do dinheiro em apostas tortas no Soho Recreation Centre. No fundo, Matthew virou esse cara desapegado porque não aguenta mais perder nada. Ele não deixa ninguém chegar perto de verdade, se percebe que tá se envolvendo com alguém, junta as coisas e cai fora antes que a pessoa descubra o buraco onde ele se meteu.


personalidade:

Quem olha o Matthew de fora enxerga só um cara folgado, cínico e largado, mas a verdade é que essa postura é pura autodefesa. Ele tem uma cabeça afiada e um raciocínio rápido, só que cansou de jogar o jogo dos outros, odiando burocracia, regrinhas e gente tentando dar ordem. Como chefe, funciona na base do "não me enche o saco que eu não encho o seu", carregando uma lealdade torta que não faz discurso bonito, mas fecha junto na hora do sufoco. Essa casca guarda também um pavio curto e violento quando se sente encurralado, fruto das noites que resolve no soco em ringues clandestinos para descontar a raiva acumulada no próprio corpo.

O desapego virou seu estilo de vida depois de ver tudo o que planejou ir para o buraco, mas a negação vai ainda mais fundo na sua sexualidade. Bissexual, o Matthew lida com o próprio desejo da pior forma possível: através de uma homofobia internalizada pesada, herdada da criação rica e tradicional que teve. Ele enxerga a atração por homens como mais uma falha no currículo e tenta abafar isso no deboche. Quando se deixa levar numa noite qualquer pelo Soho, a ressaca moral no dia seguinte é imediata. Ele encara esse lado como um segredo sujo e se pune por ser quem é, preferindo foder a própria vida e arriscar o que não devia em apostas do que encarar o espelho.

No fundo, tem uma ironia bem amarga no fato de ele viver cercado de gente na barulheira da noite, mas ser um cara completamente sozinho. Ele prefere mil vezes que achem que ele é um inútil desalmado a ter que admitir as feridas que carrega. Dá para tomar uma cerveja e dar risada com ele de boa, mas tentar se aproximar de verdade é pedir para dar de cara numa parede. Se com mulheres ele já foge de compromisso, com caras a reação é o dobro de violenta. No segundo em que percebe qualquer ameaça de afeto, o Matthew liga o foda-se, ergue um muro e some antes que precise ser vulnerável.


connections (podem ser adaptadas ou adicionadas, aqui são apenas sugestões de relação e como a dinâmica pode se dar. sou super flexível e aberta):

SOON

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